Há 40 mil asteroides perto da Terra e pelo menos 5% são classificados como risco

Os astrónomos identificaram recentemente o asteroide próximo da Terra número 40 mil e o número de descobertas tem crescido significativamente nos últimos anos.

São considerados asteroides próximos da Terra (near-Earth asteroid (NEA)) os objetos cuja  órbita os aproxima a cerca de 45 milhões de quilómetros da órbita do planeta. Em novembro os astrónomos identificaram o asteroide 40 mil de uma longa lista referenciada e que é mantida sob vigilância atenta.

Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt

São rochas espaciais, com dimensões que vão de escassos metros a alguns quilómetros, e a Agência Espacial Europeia lembra que estes asteroides são um testemunho da fragilidade da Terra, mas também um testemunho da forma como evoluiu a defesa do Planeta em apenas algumas décadas.

Os cientistas têm procurado conhecer melhor estes objetos que são restos de um passado atribulado da formação do sistema solar há mais de 4 mil milhões de anos. A maioria está em órbita do Sol entre Marte e Júpiter, e os cálculos indicam que dos 40 mil asteroides descobertos só cerca de 2 mil representam um risco não zero de atingir a Terra nas próximas centenas de anos , o que corresponde a cerca de 5%.  

A descoberta do primeiro NEA foi registada em 1898, e recebeu o nome de Eros. O número de asteroides identificados avançou de vagar até que os telescópios dedicados começaram a permitir a descoberta de centenas de novos NEA a cada ano, e agora foi ultrapassado o número 40 mil, sendo que cerca de 10 mil foram descobertos apenas nos últimos três anos.

O vídeo da ESA explica o que é um NEA 

Sempre que um novo objeto é descoberto os sistemas calculam se há algum risco de impacto com a Terra nos próximos 100 anos, e são atualizado sempre que uma observação é feita, sendo a observação acompanhada pelo Near-Earth Object Coordination Centre (NEOCC).

near-Earth asteroid (NEA)

Várias missões internacionais têm procurado conhecer melhor os asteroides e trazer amostras para análise, e a missão para estudar o Dimorphos é uma das mais famosas dos últimos anos. Mas o foco está também em organizar a defesa, com testes para “empurrar” e desviar asteroides se estiverem num rumo em direção à Terra e existir risco, como é o caso da missão Hera que já partilhou imagens.

Clique nas imagens para ver com mais detalhe

Primeiras imagens da missão HERA

Primeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERAPrimeiras imagens da missão HERA

Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.
Scroll to Top