Morar na Lua sem sair da Terra? Experiência decorre em Matosinhos com 29 alunos a preparar o futuro

Hoje assinalam-se 56 anos desde a primeira vez que o Homem pisou a Lua, e em cinco décadas e meia muito mudou, mas não a forma como a humanidade explora o satélite natural da Terra. A missão TERRALUNA que decorre em Matosinhos pode ajudar a desenhar o futuro.

A missão já começou a 11 de julho em Matosinhos, no CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, mas ainda tem quase duas semanas pela frente, num calendário que prevê uma simulação de uma missão científica à região da Cratera Faustini, no polo sul da Lua.

É a sexta edição do programa SLI – Sustainable Living Innovators e conta com 29 alunos universitários e do ensino secundário de Portugal e do Brasil que pretendem desenvolver “soluções reais de construção modular, mobilidade autónoma, energia limpa e saúde em ambientes extremos,  com aplicação direta em contextos terrestres”.

Hoje assinala-se o Dia da Lua, que marca a data da primeira aterragem na Lua pela missão Apollo 11 em 1969, e o CEiiA aproveita a efeméride para um dia especial com a missão TERRALUNA.

Ao TEK Notícias, Emir Sirage, diretor executivo da NEW SPACE PORTUGAL, explica que hoje há uma nova fase da exploração do espaço. “A Lua é hoje um destino estratégico para a ciência, a inovação e a sustentabilidade”, destaca.

“Abordamos hoje a Lua com uma visão de cooperação internacional e como uma plataforma de desenvolvimento de novas tecnologias com impacto no Espaço e na Terra — como estamos a fazer no programa internacional SLI, que mobiliza jovens talentos de Portugal e o Brasil que serão os futuros profissionais da exploração espacial e da sustentabilidade do planeta”, sublinha Emir Sirage.

E o que mudou desde que que o Homem chegou à Lua, a 20 de junho de 1969 que permitirá estabelecer uma presença permanente no satélite natural? “Hoje, dispomos de tecnologias como sistemas de impressão 3D, a inteligência artificial, novos materiais, sensores e sistemas espaciais, que nos permitem idealizar as missões para uma presença humana na Lua e no Espaço”, lembra Emir Sirage.

Veja as imagens da missão TERRALUNA

missão TERRALUNA

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Realça ainda que, no programa SLI, os jovens Innovators estão a idealizar uma missão comum, a TERRALUNA, que integra quatro desafios interdependentes: construção, energia, mobilidade e saúde  — desafios que são fundamentais na exploração da Lua e igualmente para projetarmos uma Terra mais sustentável.

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Durante o exercício, que ultrapassa os conceitos puramente académicos e quer trazer resultados práticos. É uma missão simular, ou análoga, à semelhança de outras que têm sido desenvolvidas a nível internacional e também em Portugal, como a que decorreu recentemente no Alqueva, no Alentejo. Neste caso o CEiiA conta com a participação dos alunos, os seus familiares e professores, bem como a comunidade SLI, os colaboradores e associados do CEiiA e dos vários parceiros envolvidos no projeto.

Os alunos vão trabalhar em equipa no “laboratório de futuro” e que antecipa já os desafios da criação de uma base lunar que deverá estar a funcionar nos próximos 10 anos. “O CEiiA está a preparar Portugal para esse novo ciclo, onde a tecnologia espacial será decisiva para a economia, a defesa, a sustentabilidade e o bem-estar humano”, refere a organização.

Veja o vídeo

O SLI 2025 está centrado na missão TERRALUNA que tem o objetivo de “projetar e simular a vida na Lua como forma de resolver problemas na Terra – desde o acesso à energia em zonas isoladas até à habitação resiliente e à saúde em situações de catástrofe”.

Na próxima semana, a 25 de julho está planeada a apresentação dos conceitos da missão e a conclusão está marcada para 8 de agosto, com a demonstração final da base lunar simulada no CEiiA.

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