Poderá um Apple Watch detetar a COVID-19? Um novo projeto quer usar wearables na luta contra a pandemia

O Coronavirus Wearables Study já conseguiu reunir mais de 5.500 participantes, incluindo 31 pessoas diagnosticadas com o novo Coronavírus. Em 80% dos casos de pacientes com COVID-19, os dados recolhidos pelos wearables já indicavam sinais de infeção à medida que os primeiros sintomas surgiam ou ainda três dias antes de aparecerem.

Os wearables já são usados para fazer a monitorização dos níveis de saúde, registando, por exemplo, os batimentos cardíacos. Mas, poderão as pulseiras de fitness ou os smartwatches ajudar a detetar sintomas da COVID-19? Um grupo de investigadores da Stanford University School of Medicine está a investigar se os wearables poderão ser usados como uma ferramenta na luta contra a pandemia que continua a assolar o mundo.

Em março, os investigadores lançaram o Coronavirus Wearables Study. O estudo pediu aos participantes que usam smartwatches da Apple, da Garmin e da Samsung, assim como anéis inteligentes da Oura, para dar acesso a dados como o registo dos batimentos cardíacos, a temperatura corporal e os níveis de oxigénio no sangue, tudo através da MyPHD, uma app criada pelos especialistas.

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As mudanças no ritmo cardíaco e na respiração podem ser sinais de que uma pessoa está infetada com a COVID-19. “Quando alguém fica doente, mesmo antes de sabê-lo, o corpo começa a mudar”, explicou Michael Snyder, investigador da Stanford University School of Medicine, à Reuters.

Ao todo, o Coronavirus Wearables Study já conseguiu reunir mais de 5.500 participantes, incluindo 31 pessoas diagnosticadas com o novo Coronavírus. O estudo avança que, em 80% dos casos de pacientes com COVID-19, os dados recolhidos pelos wearables já indicavam sinais de infeção à medida que os primeiros sintomas surgiam ou ainda três dias antes de aparecerem.

Em um dos casos, um smartwatch foi capaz de detetar os primeiros sinais de infeção por COVID-19 nove dias antes de os típicos sintomas surgirem. Agora, os investigadores indicam que estão a tentar criar um algoritmo que use os dados recolhidos para detetar possíveis infeções antes da chegada dos primeiros sintomas.

O Coronavirus Wearables Study está longe de terminar e a equipa está em busca de voluntários para a segunda fase do estudo. Os especialistas explicam ainda que estão a desenvolver um sistema de alerta na MyPHD que avise os participantes quando forem registadas alterações significativas aos seus sinais vitais.

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