Investimento nas comunicações cresce para 890 milhões de euros. Emprego também sobe com entrada de novo operador

O mais recente relatório da Anacom sobre o mercado das comunicações sublinha a importância do sector, que continua a consolidar o seu papel estratégico na economia portuguesa.

O mercado das comunicações eletrónicas em Portugal registou um crescimento assinalável entre 2019 e 2023, com destaque para o último ano, apresentando avanços significativos em diversos indicadores económicos.

Os dados são da Anacom, no relatório “Mercado das Comunicações na Economia Nacional (2019-2023)” e indicam que o investimento em Comunicações Eletrónicas (CE) atingiu 890 milhões de euros, representando um aumento de 2,9% face a 2022. Este crescimento foi impulsionado por um novo operador no mercado e pelo aumento de investimento em dois dos quatro maiores prestadores.

Digi recebe luz verde para avançar com compra da Nowo
Digi recebe luz verde para avançar com compra da Nowo
Ver artigo

O número médio de trabalhadores no sector aumentou 6,4%, totalizando 7.879 empregados. Também aqui a subida foi motivada pela entrada do novo operador e pelo crescimento das maiores empresas de telecomunicações, refere a Anacom.

O rendimento gerado pelas Comunicações Eletrónicas alcançou 4,9 mil milhões de euros, numa evolução positiva de 3,6%, impulsionada pelo crescimento nos serviços fixos e móveis.

Clique nas imagens para mais detalhes sobre o relatório da Anacom

Relatório ANACOM sobre Mercado das Comunicações na Economia Nacional (2019-2023)

Sector das Comunicações Eletrónicas (CE)Sector das Comunicações Eletrónicas (CE)Sector das Comunicações Eletrónicas (CE)Sector das Comunicações Eletrónicas (CE)Sector das Comunicações Eletrónicas (CE)Sector das Comunicações Eletrónicas (CE)
O EBITDA global subiu 4,4%, atingindo 2,5 mil milhões de euros, enquanto o Resultado Operacional (EBIT) cresceu 3,9%, chegando aos 889 milhões de euros, o valor mais alto desde 2018.

O Valor Acrescentado Bruto (VAB) foi de 3,4 mil milhões de euros, representando 1,3% do PIB nacional, com um crescimento de 9% face a 2022. Esta evolução reflete o aumento do rendimento global e a contenção nos gastos, sublinha a Anacom.

Outro destaque foi o aumento de 35,9% no capital próprio das empresas, que atingiu 5,7 mil milhões de euros, enquanto o passivo total diminuiu 9,6%, para 11,2 mil milhões de euros.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.
Scroll to Top