Fomos experimentar os novos pratos do Zazah para o verão (que surpreendem à primeira garfada)

O Zazah, no Príncipe Real, celebra o verão com um menu renovado, que combina criatividade e frescura em pratos ideais para partilhar.

No coração do Príncipe Real, o Zazah celebra este ano o seu oitavo aniversário, consolidando-se como um espaço de encontros entre pessoas, culturas, ingredientes e ideias. Desde 2017, o restaurante tem sabido crescer com consistência e identidade própria, cruzando uma cozinha de prestígio com um ambiente descontraído, arte contemporânea, vinhos e uma ligação genuína ao bairro e à comunidade. Agora, apresenta uma nova carta de sonho, que a MAGG já foi experimentar.

À frente do projeto estão o chef Matheus Franklin e o gerente e sommelier Marcello Sales, ambos vindos do Rio de Janeiro e radicados em Portugal há três anos. Apesar das origens, o Zazah não é um restaurante brasileiro; a sua essência está, em vez disso, numa cozinha contemporânea e criativa, com influências de todo o mundo, e sustentada por produtos frescos, sazonais e maioritariamente locais (já para não falar da variedade de cocktails e vinhos que o espaço oferece).

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Para Marcello Sales, estes oito anos representam maturidade e evolução: “O Zazah mudou muito e mudou para melhor. O que se mantém é o conceito de partilha e os bons momentos à mesa”. Uma visão partilhada pelo chef Matheus Franklin, que assume como filosofia “fazer comida boa independentemente de qualquer coisa”, sempre com atenção ao que cada produto do mercado pode oferecer.

Entre as novidades do menu destacam-se alguns pratos como o porco grelhado no carvão com puré de tomate defumado, demiglace com cogumelos e couve de Bruxelas (29€), as gambas no carvão com espuma de beurre blanc e pimentos fermentados (21€), o raviolo de creme de milho com molho de manteiga, pistache e stracciatella (15€) e o crudo de peixe curado com alga kombu, ponzu e laranja (17€). Mantêm-se também os clássicos do restaurante que nunca falham, como o croquete de alheira (8€), o arroz caldoso de costela (19€) e o puré de batata com trufas negras (10€).

Na nossa refeição, começámos pelo couvert (3,50€), com focaccia de fermentação lenta finalizada no carvão, manteiga da casa com alho e queijo de cabra com mel e flor de sal, a forma perfeita de arrancar, com crocância e suculência no ponto certo.

Como entradas, o crudo de peixe curado com alga kombu, ponzu e laranja e crocante de tapioca (17€), uma verdadeira viagem à Ásia, onde o doce e o salgado se cruzam num só prato (um daqueles que só queremos comer mais e mais). O croquete de alheira (8€), um clássico que nunca falha, também marcou presença, assim como a couve-flor rebasaki (13€), ideal para os fãs de picante e sabores asiáticos.

O raviolo de creme de milho, molho de manteiga com pistache e finalizado com stracciatella (15€) conquistou-nos com a mistura de sabores surpreendente que nos levou ao Brasil — e arriscamos a dizer que foi o nosso prato de eleição.

Quanto aos pratos principais, provámos o bacalhau grelhado no carvão com grão e ligeira acidez (31€), com uma textura suculenta e um sabor fumado que contrasta na perfeição com a leve acidez, o magret de pato grelhado (25€), que derrete na boca, perfeito para os amantes de carne, e o peixe do dia grelhado no carvão (31€).

Como acompanhamento provámos o divinal puré de batata com trufa negra (10€), mas também existem opções como os legumes grelhados no carvão (10€), a batata frita caseira (8€) e a salada fresca, com nozes caramelizadas e queijo feta (8€).

Para terminar, as sobremesas não desiludiram. A torta basca com gelado de goiaba (8€) revelou-se uma das melhores que já provámos, a baba de camelo com amendoim, flor de sal e gelado de iogurte (8€) não foi das nossas preferidas, mas é ideal para quem gosta de sobremesas bem doces, e o bombom vegano de amêndoa, creme de amendoim e tâmara (8€), que nos surpreendeu pelo equilíbrio de sabores, sem ser enjoativo.

“Todos os dias pensamos no menu, o que dá para mudar, o que dá para trabalhar em volta do produto”, afirma Matheus Franklin. No Zazah, isso traduz-se em pratos que surpreendem, que nos deixam com água na boca e que nos fazem querer repetir.

Já o gerente e sommelier do restaurante, Marcello Sales, reforça o conceito: “O Zazah nunca foi apenas um restaurante. Este é um lugar onde se come bem, sim, mas onde também se vive bem. Um espaço de encontros, cultura, música e partilha. Ao longo do tempo, fomos afinando o que isso significa — e hoje, mais do que nunca, queremos que quem aqui entra se sinta em casa. Que coma, brinde e queira voltar. Porque tudo o que fazemos tem esse propósito: criar momentos bons, simples e memoráveis”.

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