A silly season, a rentrée e as três rainhas da TV
Ah… quem não gosta de um título com uma rima? Eu aprecio. Vamos falar sobre televisão? Vamos a isso.
Ah… quem não gosta de um título com uma rima? Eu aprecio. Vamos falar sobre televisão? Vamos a isso.
Falar sobre as causas que importam é sempre positivo. Mas há casos em que a superficialidade não é proporcional à sua urgência. É que os direitos das mulheres, a sustentabilidade, a quebra de estereótipos em relação ao corpo parecem um crop top: hoje estão na moda, amanhã podem já não estar.
Em pouco mais de uma semana, a minha filha de 3 anos conseguiu fazer cocó no pé e mandar a casa abaixo por causa da porcaria de um iogurte. Trabalhar assim não é fácil, meus amigos.
Toda a gente ficou chocada com as imagens. Temos razões para isso, mas é preciso ir mais longe — o Cantinho da Milú, de onde veio o cão que veem na foto e para onde foram os do toureiro, precisa de toda a ajuda possível.
Portugueses a viver em Wuhan? Continuem por lá. Chineses em Portugal? Está na hora de irem embora. Turistas? Se arriscam a viagem, não voltem. Até quando vamos continuar a ser este tipo de pessoas?
Na nova crónica semanal da MAGG, disserta-se sobre as vicissitudes e atropelos da altura da vida em que se é confrontado com a realidade: já somos “adultos” sem “jovem”.
Levantamos com leviandade a bandeira do racismo, mas esquecemo-nos de que é ao fazê-lo que estamos a silenciar cada vez mais as verdadeiras vítimas.
Somos a geração que tarda em querer envelhecer, que quer emoções fortes e que acha que o amor justifica tudo. Depois? Depois queixamo-nos.
No último dia do ano, foi por pouco que não atropelei uma pessoa. A minha melhor amiga estava a beber vinho sozinha às 19h. Para quando os #honestposts?
No momento em que toda a gente discute a blasfémia ou não do vídeo da Porta dos Fundos, pergunto-me se a piada da Fertagus não será mais preocupante.
As boas mensagens publicitárias conseguem transmitir-nos emoções, mas será que temos o direito de usar doenças para vender? A resposta parece-me tão óbvia.
Uma associação de moradores decidiu ganhar algum protagonismo oferecendo um burro à ativista de 16 anos para se deslocar entre Lisboa e Madrid. Era uma piada? Não me ri.
Alexandre alegadamente enganou celebridades, agências e jornalistas durante anos. Toda a gente sabia quem ele era, tanto que se tornou uma “anedota entre as pessoas do meio”.
Já ninguém quer saber do texto, já ninguém quer saber dos jornalistas. As palavras de ordem hoje são influenciadores e Instagram.
“Ela cometeu um crime hediondo. No entanto, pode não ser uma pessoa hedionda. Pode ter sido levada ao limite.” O editorial desta semana.
Um aluno foi alegadamente agredido numa escola em Alvalade. Nas redes sociais, assistiu-se à união de uma classe que se diz desprotegida e desrespeitada.
Toda a gente está a ver “Casados à Primeira Vista” mas ninguém quer admitir. Fica melhor chamar-lhe “a podridão da televisão portuguesa” e falar antes de “Big Bang Theory”.
“Namoras, é verdade, mas já nem um filho lhe podes dar. Nem a ele, nem a homem nenhum. Infelizmente já estás velha”, disse uma seguidora a uma influenciadora digital. A sério?
Esta semana, a MAGG lançou a 1.ª crónica relacionada com sustentabilidade. Preparem-se: a Marta vai mudar a vossa vida como mudou a minha.
A nossa jornalista recebeu vários insultos nas redes sociais. Irónico, não é verdade?
Acusam-no de ser vaidoso e de não ter nada na cabeça. E acusam-nos de explorar o tema. Será que não faz sentido falar no lado negro do fit?
A discriminação por orientação sexual é uma gota num oceano escolar doente. O que está a ser feito para resolver casos graves mais graves?
Desacatos, discussões, filas intermináveis e jerricãs na mala do carro. Transformámo-nos em animais e a greve dos motoristas nem começou.
O texto está mal escrito? Foi o estagiário. O tema não é interessante? Foi o estagiário. Quando é que arranjamos outra piada?