TVI. Cristina quer Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz nas manhãs até 2035

A partir de 4 de janeiro, Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz concretizam o sonho de uma vida. Conduzir um programa de daytime. “Dois às Dez” nasce do esforço, convicção e ambição de uma dupla que Cristina Ferreira quer que dure.

“Quero muito que o Cláudio e que a Maria estejam no ar tantos anos quantos aqueles que eu e o Manel estivemos. Acredito mesmo que eles são a dupla do futuro”. O desejo de Cristina Ferreira representa uma missão exigente, difícil de cumprir, sobretudo depois de, recentemente, Cláudio Ramos ter dito à MAGG que já organizou a sua vida de modo a, se for preciso e assim o desejar, não ter de depender da televisão. 

Façamos a matemática. Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira estiveram 14 anos juntos no “Você na TV!”. Se Maria Botelho Moniz e Cláudio Ramos conseguirem o mesmo feito, significa que estarão no ar até 2035. Ele com 63 anos, ela com 50. Mas esqueçamos por momentos o futuro e falemos do presente destes “Dois às Dez”, que chegam a 4 de janeiro. 

“Eu brincava a estas coisas quando era pequenino”. A confissão de Cláudio Ramos não é nova mas é dita com igual convicção. O apresentador, natural de Vila Boim, Alentejo, realça saber qual a importância da televisão de companhia para os milhares que, fora dos centros urbanos, têm na caixinha mágica a ligação ao “mundo real”. “Por isso, é de coração cheio que faço isto. E fazia isto sem fazer um tostão”, brinca.

“Eu não faço minhas as palavras do Cláudio, não fazia isto de graça”, atira Maria Botelho Moniz. A apresentadora de 36 anos reconhece que “chegar a este patamar é uma enorme responsabilidade”. “E é um horário que é o pontapé de saída para um dia que aí vem. Se não tocamos no coração das pessoas, elas mudam de canal”, salienta.

Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz
Cláudio Ramos e Maria Botelho Monizcréditos: TVI

Maria recorda que, ainda nos tempos em que apresentava o “Curto Circuito”, na SIC Radical, já tinha a convicção que seria no horário das manhãs que queria estar. “Já nessa altura dizia ‘se eu vou ser apresentadora, o que é o mais difícil que se faz em televisão? É o daytime. E dentro do daytime, o que é mais difícil? É o ritmo das manhãs. Assim que me apaixonei pela apresentação quis fazer o caminho para chegar ao ponto mais alto que eu entendi que seria o mais desafiante”, relembra.

Por isso, quando terminou o seu percurso na SIC Radical, sabia que, para lá chegar, teria de batalhar. Entrou “pela porta do fundo” e estagiou no “Queridas Manhãs”, na SIC generalista, à espera de uma oportunidade. A 4 de janeiro de 2021 essa oportunidade chega finalmente. “Pisar esse palco ao lado do Cláudio Ramos é um sonho realizado”, confessa.

Em janeiro, Cláudio e Maria vão enfrentar um duplo desafio, uma vez que se estreia a 3 de janeiro “Big Brother – Duplo Impacto”. Cláudio Ramos irá conduzir as galas ao lado de Teresa Guilherme e Maria Botelho Moniz é, como se sabe, apresentadora dos diários. Prático como sempre, Cláudio Ramos descomplica. “Os horários vão ser difíceis mas difícil, difícil é as pessoas irem trabalhar para coisas que não gostam de fazer. Claro que vamos querer dormir, claro que cansa, claro que vamos ficar às vezes aborrecidos um com o outro. Mas nós levantamo-mos para fazer uma coisa de que gostamos”, refere.

Seja com as manhãs seja com as tardes, há uma questão que se impõe. E o público? Haverá lugar, pelo menos para já, no contexto de pandemia, para talk shows com audiência ao vivo? “Nós guardámos o lugar do público. Se vai estar ocupado ou não isso já depende de como estaremos. Para quem fez toda a vida programas com público, é muito complicado der se fazer sem ter ali uma reação, sem palmas, sem ter pessoas presentes. Mas não sabemos”, salienta Cristina Ferreira.

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